O caso do bebê 4850

bebefrankA criança nasceu robusta. O parto, ao gosto das multidões, foi transmitido ao vivo para todo o país, visto e admirado por mais de dois milhões de pessoas. Pai e mãe são altas autoridades da república.
Entretanto, meses depois, sem desenvolver-se como esperado, foi levada a um médico famoso que não foi capaz de diagnosticar a causa do problema. Pediu avaliação de uma comissão formada por doutores de notório saber.
Abriram a criança, vasculharam todos os seus órgãos e sistemas, mexendo aqui e ali para consertar defeitos de nascença, segundo a avaliação dos ditos cientistas. Recebeu o número 4850 em seu prontuário e passou a ser chamada assim durante o tempo que durou o tratamento.
Os pais não tiveram acesso ao bloco cirúrgico. Ao final de tudo, mal amanhecia quando o filho lhes foi devolvido. Sem poder reconhece-lo de imediato, de mãos trêmulas e olhos marejados, buscavam por baixo das muitas feridas e cicatrizes um sinal do querido rebento.
As manchetes nos jornais e nas redes sociais explodiram em todo o mundo – cirurgia de sucesso cria Bebê-Frankenstein no Brasil.

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